Autenticidade
A moeda que mente: falsificação de moedas gregas e romanas da Antiguidade e métodos de identificação
O artigo examina a falsificação de moedas gregas e romanas da Antiguidade em dois tempos distintos: a fraude contemporânea à circulação das peças, praticada contra o próprio sistema monetário antigo, e a falsificação moderna, dirigida ao mercado de colecionadores. Com base em fontes primárias, como Heródoto, Plínio, o Velho, e a lei ateniense sobre a prata de 375/4 a.C., e em literatura numismática especializada, descreve as técnicas de falsificação, as respostas institucionais da Antiguidade e a trajetória dos falsários modernos mais conhecidos. Em seguida, propõe um método de exame em camadas, que combina procedência, peso, módulo, densidade, superfície, bordo, estilo, ligações de cunho, pátina e análises instrumentais, com a indicação expressa dos limites de cada etapa. O texto incorpora o controle de viés ao exame, com hipóteses alternativas e diligências capazes de confirmá-las ou afastá-las, e encerra com os reflexos jurídicos da comercialização de peças falsas no Brasil. Conclui que nenhum teste isolado autentica uma moeda antiga e que a segurança do colecionador e do investigador depende da convergência de indícios independentes, da documentação de procedência e do recurso a especialistas.
Palavras-chave: numismática; moedas antigas; falsificação; autenticação; prova pericial.
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